segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Mente certamente Certa


Saber se sei,
haverá maior dilema?
Saberá alguém se saberá verdadeiramente?
Saber ser,
Saber estar,
Saber a mar e respeitar...
Oh , isso até sei...
Espera!
Sei?
Como sei que sei?
Saberei de verdade?
Enfim.. não sei...

Não sei senão da existência de toda uma constante incerteza que envolve o próprio saber, e mesmo isso questino: será que o sei?

terça-feira, 21 de outubro de 2008

(pre)conceito


Aperecer tem sinónimo?
Sim, chocar
Não me aceites
Não te preciso,
Conquisto...
Primeiro um riso,
por vezes um choro
mas sigo,
Diferente, em frente
Sem medo
Nem pudor
Guardo em segredo
A dor
desse preconceito teu
Mas Não!
Não me cubro de véu
Por não quereres ver
Por te sentir me enchovalhar
Mas amanhã
Longe, ou perto
Quando te vires envelhecer
E te sentires encurvar
Ah sim, sei
Vais-te arrepender
Eu? Não!
Da velhice não te hei-de troçar
Mas te estender a mão
Para que te possas levantar...

domingo, 19 de outubro de 2008

Paranormal


Ouvir sem querer
Querer fugir e não poder
Que fazer?
Amar é assim:
Desejo, repugna
Um bem querer mais que não ter.

-É isso que tu queres?
- Foste tu que quiseste, não fui eu.

Passar a bola
Num desprende e cola
Não ajuda
Apenas magoa,
Apenas esfola.

sábado, 18 de outubro de 2008

Faces adversas


Há sempre alguém do outro lado do espelho....
Alguém que nos puxa e prende,
Que jamais se rende,
Alguém que nos envolve e revolve.
Que nos penteia sem pente
E desafia a todo o instante
Cada pedaço da nossa mente!

Tremo ao sentir
Esse espelho que me atrai
Não quero, mas entro
E agora como se sai?
Estou presa!
Presa num espelho...
Num abraço que corta,
Que me mói sem eu sentir,
Até me sentir morta!!!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Rumos


Nova passagem, novo caminho
Anseio, luto, alcanço !
Convicção, paixão.

Tento e quero

venço e perco.


Sigo, segues-me?
Busco o mapa da nossa estrada,

Mas foges, perco-me.


Parar?
É como dizem: morrer.
Corro, tudo é tão fugaz que parece fugir.
Sim, efémera esta vida...




~

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Crónicas despenteadas


Sou eu?
Então és tu.
Sim, tu. É a tua vez!
Mostra-te, despe-te da névoa que te assombra
Crê que existes mesmo que de fronte do espelho não observes mais do que a própria sala imóvel.
Pois, não te vês
Mas eu sei, és tu! Existes.


Não sei de mim e o pouco que de ti descortino não é mais que um ser sem nome
E eu? Anseio por uma identidade
Procuro, vasculho todas as entranhas do meu 'ser' que não o chega a ser
Acabo por me render,
Não encontro!

Acabo por desistir.
Eu?
Tu?
Inexistência.