terça-feira, 18 de novembro de 2008

Inevitável


No vazio
No silencioso vazio
Não há cor
Nem ar
Nem som
Nem vida...
O que há sou apenas eu e o meu pensamento
O qual raramente se manifesta
Pois está... vazio
Está vazia a mente
Não é triste,
É sossego, paz
Um vazio sereno...
ai, Que arrepio!!!
Ouço o ranger da porta,
Abre-se lentamente
Fazendo soar a velhice da madeira já gasta.
Que assalto!
Um assalto de emoções, sentimentos
Não consigo perceber
Como?
Porquê?
Fogem de mim as respostas,
Assaltam-me incertezas!
Não!
Agora não...
Onde reinava uma tal calma,
Inexistência de emoções incertas,
Impera agora o pior,
O Imperador dos sentimentos efémeros e devastadores...
Não quero,
Mas sinto,
Oh, mas quero...
Não posso,
Sinto...
És tu,
Amor!

domingo, 9 de novembro de 2008

É Isto que me faz crescer, sem Isto não sei viver


De todos os males, este tem cura
Mas quem dele padece não a procura...
Impera a vontade,
A ansiedade,
Magia e criatividade!
Complemento do real,
Expressão corporal,
Expressão facial,
Suplemento do imaginário...
Ser o que não se é,
Ter o que não se tem...
Se eu não sou eu então sou quem?
Sim, aqui serei alguém...

Ao abrir da manhã,
Ao fechar da noite,
Cai chuva, nasce sol...
Tango, valsa, cha cha cha,
Azul, verde, laranja,
De pé, sentada no chão,
De cócoras ou a levitar...
'Quando amanheces, logo no ar'
Quando agitas o meu ser,
Quando me fazes querer voar.
Quando me tentas, me fazes despertar.
Debito devagar,
Ou simplesmente a correr,
Não falha a palavra,
Não corta a respiração.
Isto sim, viver por querer.
Sinto Isto, que me move, me comove.
ISTO É TEATRO!!!