quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

imaginariamente falando


Não me julgues nem me tentes,
Não me queiras empurrar...
Não te afasto quando mentes
Nem quando me tentas enganar.

É certo que estás aqui
E que a espera me desalenta,
Uma inquitude que sinto em ti
Tanta a sede que nao se aguenta.

Sede essa de te ver
A de querer e nao poder,
De tentar cair no abraço
De fugir de tanto cansaço.

É em quadra mas podia nao ser.
Bastava sentir, bastava escrever...
Tentar enquadrar na rima simplória,
Viver esta vida de forma irrisória.

Não creias em mim
Nem me queiras querer
Não esperes no fim:
Vou sair a correr.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

(in) DECISÃO


É tão certo que o desejo,
Como que o não posso desejar.

Não é verdade nem mentira,
É um facto a censurar.

Se não posso não exijas,
Não me queiras pressionar.

Sem prometer não há que cumprir,

Não me peças o que não posso dar.
Não sabes de ti e o que procuras,

Enfim...

Em mim não o hás-de encontrar.

És mote em todos os pensamentos,
Invocação em todos os momentos,
Dilema em todos os sentimentos...

Não és sequer tentação

Pois aí não me deixei chegar,
És mais toda a emoção
Que já não posso controlar.

Não relevam nem revelam

Todas as promessas vãs,

Os trocados sentidos que imperam

Nas ligeiras mudanças titãs.

É que tudo é tão fugaz
Que a própria essência nos traz

Este vento tão cinzento

Do qual o destino nos faz,

Parecer a todo o momento

Estar em guerra e sem paz.

E desvias todas aquelas

Recordações boas e más,

Em pinturas e aguarelas

Em silêncios que o barulho traz.


Não posso nem quero
E se quisesse nao podia,

Pois o acaso é mero

E a certeza varia.

Hoje assim,

Amanhã no contrário

Não comeces, já é o fim

Não diz o conto do vigário

Digo eu, vai por mim!

sábado, 6 de dezembro de 2008

mudar, porque não ?



Respiração!
É tão profunda
a sensação,
de querer ou não,
de não ser senão
uma miragem em vão...
Desço a escada,
apoio a mão no frio do corrimão.
O vento não sopra...
Canto uma canção,
e começo então
a viajar por este mundo cão!
Tudo se diz mas continua por dizer,
tudo fica sem explicação,
tudo se torna numa espécie de invasão

mas não!
Apenas há uma conclusão:
É a de as coisas serem o que são!


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Quem tudo quer tudo perde!

És tu, sim! A força deste meu sucesso, és causa e consequência de todos os elogios! Por tua culpa, por esse teu tão subtil invejar, esse meio de manipular, tornei o meu esforço multiplicado, a minha atenção dividida, o empenho redobrado e o talento... esse veio arrastado!

É quando o sentimento é puro que a 'coisa' de si tão bela se torna propriamente bela. Esse teu ar de repugna e superioridade apenas transforma o belo em tenebrosa realidade, produção de um misto de desdenho e arrogância. Se o não és (tão tudo o que te dizes mas o sabes não ser) então se do esforço te tivesses ocupado o sucesso também a ti ter-te-ia recompensado.



Follow the beat, dance with the heart .

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Inevitável


No vazio
No silencioso vazio
Não há cor
Nem ar
Nem som
Nem vida...
O que há sou apenas eu e o meu pensamento
O qual raramente se manifesta
Pois está... vazio
Está vazia a mente
Não é triste,
É sossego, paz
Um vazio sereno...
ai, Que arrepio!!!
Ouço o ranger da porta,
Abre-se lentamente
Fazendo soar a velhice da madeira já gasta.
Que assalto!
Um assalto de emoções, sentimentos
Não consigo perceber
Como?
Porquê?
Fogem de mim as respostas,
Assaltam-me incertezas!
Não!
Agora não...
Onde reinava uma tal calma,
Inexistência de emoções incertas,
Impera agora o pior,
O Imperador dos sentimentos efémeros e devastadores...
Não quero,
Mas sinto,
Oh, mas quero...
Não posso,
Sinto...
És tu,
Amor!

domingo, 9 de novembro de 2008

É Isto que me faz crescer, sem Isto não sei viver


De todos os males, este tem cura
Mas quem dele padece não a procura...
Impera a vontade,
A ansiedade,
Magia e criatividade!
Complemento do real,
Expressão corporal,
Expressão facial,
Suplemento do imaginário...
Ser o que não se é,
Ter o que não se tem...
Se eu não sou eu então sou quem?
Sim, aqui serei alguém...

Ao abrir da manhã,
Ao fechar da noite,
Cai chuva, nasce sol...
Tango, valsa, cha cha cha,
Azul, verde, laranja,
De pé, sentada no chão,
De cócoras ou a levitar...
'Quando amanheces, logo no ar'
Quando agitas o meu ser,
Quando me fazes querer voar.
Quando me tentas, me fazes despertar.
Debito devagar,
Ou simplesmente a correr,
Não falha a palavra,
Não corta a respiração.
Isto sim, viver por querer.
Sinto Isto, que me move, me comove.
ISTO É TEATRO!!!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Mente certamente Certa


Saber se sei,
haverá maior dilema?
Saberá alguém se saberá verdadeiramente?
Saber ser,
Saber estar,
Saber a mar e respeitar...
Oh , isso até sei...
Espera!
Sei?
Como sei que sei?
Saberei de verdade?
Enfim.. não sei...

Não sei senão da existência de toda uma constante incerteza que envolve o próprio saber, e mesmo isso questino: será que o sei?

terça-feira, 21 de outubro de 2008

(pre)conceito


Aperecer tem sinónimo?
Sim, chocar
Não me aceites
Não te preciso,
Conquisto...
Primeiro um riso,
por vezes um choro
mas sigo,
Diferente, em frente
Sem medo
Nem pudor
Guardo em segredo
A dor
desse preconceito teu
Mas Não!
Não me cubro de véu
Por não quereres ver
Por te sentir me enchovalhar
Mas amanhã
Longe, ou perto
Quando te vires envelhecer
E te sentires encurvar
Ah sim, sei
Vais-te arrepender
Eu? Não!
Da velhice não te hei-de troçar
Mas te estender a mão
Para que te possas levantar...

domingo, 19 de outubro de 2008

Paranormal


Ouvir sem querer
Querer fugir e não poder
Que fazer?
Amar é assim:
Desejo, repugna
Um bem querer mais que não ter.

-É isso que tu queres?
- Foste tu que quiseste, não fui eu.

Passar a bola
Num desprende e cola
Não ajuda
Apenas magoa,
Apenas esfola.

sábado, 18 de outubro de 2008

Faces adversas


Há sempre alguém do outro lado do espelho....
Alguém que nos puxa e prende,
Que jamais se rende,
Alguém que nos envolve e revolve.
Que nos penteia sem pente
E desafia a todo o instante
Cada pedaço da nossa mente!

Tremo ao sentir
Esse espelho que me atrai
Não quero, mas entro
E agora como se sai?
Estou presa!
Presa num espelho...
Num abraço que corta,
Que me mói sem eu sentir,
Até me sentir morta!!!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Rumos


Nova passagem, novo caminho
Anseio, luto, alcanço !
Convicção, paixão.

Tento e quero

venço e perco.


Sigo, segues-me?
Busco o mapa da nossa estrada,

Mas foges, perco-me.


Parar?
É como dizem: morrer.
Corro, tudo é tão fugaz que parece fugir.
Sim, efémera esta vida...




~

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Crónicas despenteadas


Sou eu?
Então és tu.
Sim, tu. É a tua vez!
Mostra-te, despe-te da névoa que te assombra
Crê que existes mesmo que de fronte do espelho não observes mais do que a própria sala imóvel.
Pois, não te vês
Mas eu sei, és tu! Existes.


Não sei de mim e o pouco que de ti descortino não é mais que um ser sem nome
E eu? Anseio por uma identidade
Procuro, vasculho todas as entranhas do meu 'ser' que não o chega a ser
Acabo por me render,
Não encontro!

Acabo por desistir.
Eu?
Tu?
Inexistência.