terça-feira, 9 de dezembro de 2008

(in) DECISÃO


É tão certo que o desejo,
Como que o não posso desejar.

Não é verdade nem mentira,
É um facto a censurar.

Se não posso não exijas,
Não me queiras pressionar.

Sem prometer não há que cumprir,

Não me peças o que não posso dar.
Não sabes de ti e o que procuras,

Enfim...

Em mim não o hás-de encontrar.

És mote em todos os pensamentos,
Invocação em todos os momentos,
Dilema em todos os sentimentos...

Não és sequer tentação

Pois aí não me deixei chegar,
És mais toda a emoção
Que já não posso controlar.

Não relevam nem revelam

Todas as promessas vãs,

Os trocados sentidos que imperam

Nas ligeiras mudanças titãs.

É que tudo é tão fugaz
Que a própria essência nos traz

Este vento tão cinzento

Do qual o destino nos faz,

Parecer a todo o momento

Estar em guerra e sem paz.

E desvias todas aquelas

Recordações boas e más,

Em pinturas e aguarelas

Em silêncios que o barulho traz.


Não posso nem quero
E se quisesse nao podia,

Pois o acaso é mero

E a certeza varia.

Hoje assim,

Amanhã no contrário

Não comeces, já é o fim

Não diz o conto do vigário

Digo eu, vai por mim!

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